(texto Márcia Pereira)
Um brinde à Editora Vozes pela publicação do autor Byung-Chul Han em volumes de bolso. A obra completa é extensa e excelente mas, a fragmentação temática proporciona o trânsito livre e leve; possui amplas margens para comentários reflexivos dos leitores atentos, com pouca disponibilidade de tempo.

A edição dos livros de bolso remonta ao início do século XX, fortemente comprometida com a democratização da leitura.
Os precursores foram a Albatross Books alemã, a Penguin britânica e a Pocket Books estadunidense. No Brasil, a Edições Globo e a gaúcha L&PM deram conta do recado.
Recordo, da infância, ver meu avô, meu pai e meus tios, lendo os de faroeste, espionagem e aventuras.
O fato é que os livros de bolso entraram em casas, navios, submarinos, foram às guerras e, até, às naves espaciais. Destacou ‘A Guerra dos Mundos’, na Apolo 11, em 1969.
Hoje em dia,a questão é portabilidade e o ebook vai, aos poucos,se firmando. Nada que se compare ao toque do papel, porém.



Através da edição de bolso, a Vozes acertou em cheio, no custo, na praticidade e na geração de um tempo hábil para a profunda e significativa reflexão sobre os textos de Byung-Chul Han.

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